Importância da Dosagem de Vitaminas: por que esse exame é essencial para sua saúde?

1. Por que avaliar vitaminas é tão importante?

As vitaminas são fundamentais para manter o corpo em equilíbrio, participando de funções como imunidade, disposição, produção de energia, saúde da pele e dos cabelos e até o funcionamento adequado do sistema nervoso. Quando seus níveis estão baixos ou excessivamente altos, o organismo começa a apresentar sinais que muitas vezes passam despercebidos. A dosagem de vitaminas permite identificar essas alterações silenciosas e orientar ajustes simples, mas extremamente importantes para o bem-estar geral.


2. Deficiências silenciosas e seus impactos

Grande parte das deficiências vitamínicas se desenvolve de forma lenta e discreta. Sintomas como cansaço constante, irritabilidade, queda de cabelo, fraqueza, dificuldade de concentração e baixa imunidade podem ser facilmente confundidos com estresse ou rotina pesada. No entanto, eles podem indicar carências nutricionais que, ao serem identificadas precocemente por meio de exames, evitam a progressão para quadros mais sérios. Portanto atente-se aos sintomas!

Abaixo segue uma lista de sintomas relacionados a deficiência de:

 Vitamina A: 

  • Maior suscetibilidade a resfriados e infecções respiratórias; 
  • Pele seca, áspera e escamosa; 
  • Feridas cutâneas que demoram para cicatrizar; 
  • Atraso no crescimento e baixa estatura em crianças;
  • Sistema imunológico enfraquecido;
  • Cegueira noturna (dificuldade para enxergar em condições de pouca luz); 
  • Em casos graves, pode ocorrer xeroftalmia, uma condição na qual a córnea fica seca e opaca, possivelmente levar à cegueira permanente se não houver tratamento.

Vitamina B12:

  • Anemia;
  • Cansaço, fraqueza e tontura;
  • Perda de peso;
  • Problemas de memória e outras funções cognitivas;
  • Sintomas depressivos;
  • Formigamento nos pés e/ou nas mãos;
  • Dores de cabeça;
  • Depressão, irritabilidade e ansiedade.

Vitamina C

  • Cansaço, fadiga e fraqueza;
  • Dores nas articulações e musculares;
  • Irritabilidade e mau-humor;
  • Perda de apetite e perda de peso;
  • Dificuldade de cicatrização de feridas;
  • Maior suscetibilidade a infecções; 
  • Gengivas inchadas, arroxeadas, esponjosas e sangramento gengival;
  • Cabelo seco e quebradiço.

    Vitamina D

  • Dores musculares e ósseas;
  • Fraqueza muscular, que pode dificultar atividades físicas diárias;
  • Fadiga e cansaço excessivo persistente;
  • Baixa imunidade, resultando em gripes e resfriados mais frequentes;
  • Queda de cabelo;
  • Em casos graves ou crônicos, pode levar a problemas ósseos como osteoporose e aumento do risco de fraturas, principalmente em idosos;
  • Dificuldades para dormir.

3. A importância da dosagem para quem usa suplementos

Muitas pessoas fazem suplementação vitamínica por conta própria, sem acompanhamento profissional, o que pode levar a desequilíbrios. Vitaminas lipossolúveis, como A, D, E e K, se acumulam no organismo e podem causar toxicidade quando ingeridas em excesso. A dosagem laboratorial permite avaliar se o uso de suplementos está realmente trazendo benefícios e, quando necessário, ajustar as quantidades de forma segura e personalizada.


4. Grupos que mais se beneficiam do exame

Gestantes, idosos, atletas, pessoas com dietas restritivas e indivíduos com distúrbios de absorção intestinal costumam apresentar maior risco de desequilíbrios vitamínicos. Para esses grupos, o monitoramento regular é essencial para prevenir complicações, fortalecer a imunidade e melhorar o desempenho físico e cognitivo. 


5. Quais vitaminas podem ser avaliadas no Laboratório Santa Cecília?

O Laboratório Santa Cecília realiza a dosagem de várias vitaminas: A, B1, B2, B3, B5, B6, Ácido Fólico (B9), B12, C, D, E e K. Cada exame é feito com tecnologia moderna, assegurando resultados confiáveis e um diagnóstico nutricional claro e objetivo.


6. Como o exame funciona e quais cuidados são necessários?

A coleta é simples, geralmente realizada por meio de sangue venoso. Dependendo da vitamina analisada, pode haver necessidade de jejum ou pausa temporária na suplementação. A equipe do Laboratório Santa Cecília orienta cada etapa com atenção e cuidado, garantindo que o exame seja feito da forma mais adequada possível para refletir o estado real do paciente.


7. Alimentação, fonte de vitaminas:

Os alimentos são fontes de vitamina, por isso é extremamente importante uma dieta balanceada e nutritiva. Segue abaixo uma lista com os alimentos que contêm:

Vitamina A

  • Alimentos de cor laranja, como cenoura, abóbora e batata-doce; 
  • Vegetais de folhas verde-escuras, como espinafre, couve, brócolis, couve-de-bruxelas e acelga; 
  • Fígado, especialmente de boi; 
  • Gema de ovo; 
  • Peixes gordurosos, como salmão, cavala e atum.

Vitamina B12

  • Carnes (principalmente fígado e carne bovina), 
  • Peixes (sardinha, salmão), 
  • Ovos 
  • produtos lácteos (leite e queijo)

Vitamina C

  •  Frutas como acerola, caju, abacaxi, goiaba, laranja, Kiwi, manga, morango
  • Legumes e verduras como brócolis, pimentão (especialmente o amarelo), couve, repolho, espinafre, batata doce

Vitamina D

  • Peixes gordurosos (salmão, atum, sardinha)
  • Gema de ovo
  • Fígado
  • Queijos

Porém a principal fonte de produção da vitamina D é através da exposição ao sol

Conclusão

Monitorar as vitaminas é uma maneira inteligente e preventiva de cuidar da saúde. A dosagem laboratorial permite ajustar alimentação, suplementação e hábitos de vida com precisão, garantindo mais energia, disposição, imunidade e equilíbrio. O Laboratório Santa Cecília está preparado para oferecer esse cuidado de forma completa, segura e personalizada.

Cuide do seu bem-estar com atenção e responsabilidade. Agende sua dosagem de vitaminas no Laboratório Santa Cecília e dê um passo importante rumo a uma vida mais equilibrada e saudável.

Nota: Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico. Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico.

Câncer de próstata: o que você precisa saber e como os exames ajudam na detecção precoce!

2 - FEEDCâncer de próstata: o que você precisa saber e como os exames ajudam na detecção precoce - exame de psa - laboratório santa cecília lavras

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre homens no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Apesar de frequente, suas chances de cura são extremamente altas quando o diagnóstico é feito precocemente. Por isso, conhecer os fatores de risco, os sintomas e, principalmente, os exames preventivos é essencial para preservar a saúde masculina, especialmente a partir dos 40 anos.

Neste artigo, você vai entender como o câncer de próstata se desenvolve, por que ele é perigoso quando não diagnosticado a tempo e quais exames são fundamentais para garantir um acompanhamento preventivo eficaz.

O que é o câncer de próstata?

A próstata é uma glândula localizada abaixo da bexiga e à frente do reto, responsável por produzir parte do sêmen. O câncer de próstata ocorre quando células dessa glândula começam a se multiplicar de forma descontrolada, formando tumores que podem ser localizados ou invasivos, com risco de se espalharem para outros órgãos.

Mais comum em homens com mais de 50 anos, mas fatores genéticos e estilo de vida também influenciam. Por isso, entender os riscos e realizar exames regularmente é fundamental.

Fatores de risco mais importantes

Alguns homens têm maior probabilidade de desenvolver câncer de próstata. Entre os principais fatores estão:

1. Idade acima de 50 anos

A incidência aumenta significativamente com o envelhecimento.

2. Histórico familiar

Homens cujo pai, avô ou irmão tiveram câncer de próstata devem iniciar os exames mais cedo, por volta dos 40 a 45 anos.

3. Fatores genéticos

Alterações hereditárias em genes como BRCA1, BRCA2 e HOXB13 podem elevar o risco.

4. Raça

Homens negros têm maior predisposição e devem redobrar a atenção.

5. Hábitos e estilo de vida

Sedentarismo, obesidade e alimentação baseada em gorduras saturadas podem contribuir para o desenvolvimento da doença.

Quais são os sintomas do câncer de próstata?

Uma das maiores dificuldades no combate ao câncer de próstata é que, em grande parte dos casos, o tumor não apresenta sintomas em suas fases iniciais. Quando os sinais aparecem, podem incluir:

  • Dificuldade para urinar;
  • Jato de urina fraco ou interrompido;
  • Necessidade de urinar com mais frequência, especialmente à noite;
  • Dor ou ardência ao urinar;
  • Sangue na urina ou no sêmen;
  • Dor na região lombar ou pélvica.
  • Dor durante a ejaculação
  • Disfunção erétil

Mas é importante reforçar: não ter sintomas não significa ausência da doença e nem manifestar um ou mais desses sinais e sintomas não significa, necessariamente, a presença de câncer de próstata. Alguns deles são comuns a outras doenças, como a hiperplasia prostática benigna, que é o aumento da próstata. Para confirmar ou descartar suspeitas, é necessário se consultar com um médico, que irá solicitar exames de diagnóstico. E por isso exames preventivos  são indispensáveis.

Como os exames ajudam na detecção precoce?

A detecção precoce aumenta drasticamente as chances de cura e amplia as opções de tratamento. Os principais exames solicitados pelos médicos para rastreamento e diagnóstico são:

1. Exame de PSA (Antígeno Prostático Específico)

O PSA é um exame de sangue que mede a quantidade de uma proteína produzida pela próstata. Se o nível estiver elevado, pode indicar a presença de câncer ou de outras doenças da glândula, como hiperplasia benigna, infecções, ISTs, entre outras. No entanto, o resultado também pode ser alterado por falhas no preparo do paciente antes da coleta. Por isso, é fundamental destacar que alguns procedimentos interferem no exame e que seguir rigorosamente as orientações de preparo para a coleta fornecidas pelo laboratório é essencial para garantir a confiabilidade do resultado.

Instruções para coleta:

  • Não realizar exercícios físicos pesados nas últimas 24h.
  • Não andar de bicicleta, cavalo, moto ou trator nos últimos 2 dias.
  • Não ter relações sexuais ou masturbação nos últimos 2 dias.
  • Não se submeter a toque retal, sondagem uretral ou usar supositórios nos últimos 3 dias.
  • Não fazer cistoscopia nos últimos 5 dias.
  • Não fazer ultrassom transretal nos últimos 7 dias.
  • Não se submeter a massagem prostática nos últimos 10 dias.
  • Não fazer colonoscopia ou retossigmoidoscopia nos últimos 15 dias.
  • Não fazer estudo urodinâmico nos últimos 21 dias.
  • Não fazer biópsia de próstata nos últimos 30 dias.

Se for necessário realizar algum dos procedimentos mencionados, aguarde para fazer o exame ou consulte seu médico, que poderá orientá-lo sobre o momento mais adequado para realizar o PSA.

O PSA é um dos testes mais importantes para acompanhamento anual.

2. Toque retal

Permite que o médico avalie o tamanho, formato e consistência da próstata. Embora simples, ainda é um exame cercado de tabus. Vale lembrar:
Um exame que dura segundos pode salvar sua vida.

3. Outros exames (quando indicados)

Em casos de alterações nos exames iniciais, o médico pode solicitar:

  • PSA Livre
  • Ressonância magnética
  • Ultrassom transretal
  • Biópsia
  • PHI Índice de Saúde da Próstata

Esses exames são úteis para confirmar o diagnóstico e avaliar o estágio da doença.

Quando começar os exames preventivos?

As recomendações gerais são:

  • Homens a partir de 50 anos: realizar PSA anualmente.
  • Homens com histórico familiar ou negros: iniciar aos 40–45 anos.
  • Homens com alterações genéticas hereditárias: acompanhamento individualizado, definido pelo médico.

A prevenção é um compromisso contínuo. Quanto mais cedo for iniciada, maior a chance de tratamento eficaz.

Estilo de vida também importa

Além dos exames laboratoriais, mudanças simples na rotina ajudam a reduzir o risco:

  • Alimentação rica em frutas, legumes e fibras;
  • Redução do consumo de alimentos ultraprocessados e gordurosos;
  • Prática regular de atividade física;
  • Controle do peso;
  • Abandono do tabagismo.

Cuidar da saúde é um conjunto de ações — e todas elas são importantes.

Conclusão: prevenção salva vidas

O câncer de próstata pode ser silencioso, mas seus danos podem ser evitados com atitudes simples: realizar os exames preventivos, manter hábitos saudáveis e conhecer seu histórico familiar.

O diagnóstico precoce não só salva vidas, mas permite tratamentos menos invasivos e muito mais eficazes.

O Laboratório Santa Cecília oferece exames completos para avaliação da saúde masculina, incluindo PSA Total e Livre, PHI, exames hormonais, painéis genéticos, check-ups completos e muito mais.

Garanta sua segurança e tranquilidade: agende seu exame em uma de nossas unidades ou pelo WhatsApp e cuide da sua saúde hoje mesmo.

Muito além do BRCA1 e BRCA2: conheça o Painel de Câncer Hereditário do Laboratório Santa Cecília

Muito além do BRCA1 e BRCA2: conheça o Painel de Câncer Hereditário do Laboratório Santa Cecília

O Outubro Rosa é um mês dedicado ao cuidado e à conscientização sobre a saúde da mulher, especialmente na prevenção e detecção precoce do câncer de mama e do colo do útero.

Mas você sabia que cerca de 5% a 10% dos casos de câncer de mama estão relacionados a alterações genéticas herdadas?
Essas informações, reveladas pela genética, podem ser decisivas para quem deseja adotar estratégias de cuidado mais assertivas e preventivas.

Durante muito tempo, os estudos sobre o câncer hereditário se concentraram nos genes BRCA1 e BRCA2, conhecidos por estarem ligados ao risco aumentado de câncer de mama e ovário.
Porém, a ciência avançou — e hoje é possível identificar muito mais genes que podem influenciar o desenvolvimento de diferentes tipos de câncer.

Pensando nisso, o Laboratório Santa Cecília oferece o Painel de Câncer Hereditário, um exame genético completo que analisa 37 genes associados a diversos tipos de câncer, incluindo:

  • Mama e ovário
  • Endométrio
  • Pâncreas
  • Colorretal
  • Próstata, entre outros.

Esse exame é uma ferramenta poderosa para identificar predisposições genéticas e ajudar médicos e pacientes a tomarem decisões preventivas e personalizadas, com base no perfil genético de cada pessoa.

Vale lembrar:
Ter uma predisposição genética não significa que você desenvolverá a doença, mas sim que possui um risco aumentado e pode adotar medidas preventivas e de monitoramento mais eficazes.

No Laboratório Santa Cecília, unimos tecnologia de ponta, segurança e cuidado humano para que você tenha respostas confiáveis e suporte completo na busca pela sua saúde e tranquilidade.

Converse com seu médico sobre o Painel de Câncer Hereditário e descubra como a genética pode ser uma aliada poderosa na prevenção.

Laboratório Santa Cecília: Cuidando do seu presente para proteger o seu futuro.

Dismorfismo eritrocitário

EXAME DE DISMORFISMO ERITROCITÁRIO FEED

Dismorfismo eritrocitário

EXAME DE DISMORFISMO ERITROCITÁRIO FEED

A hematúria é um quadro comumente encontrado no parcial de urina rotina, e nem sempre é indicativo de doença, podendo ser observado desde o esforço físico até em doenças graves. A hematúria pode ser de origem glomerular ou não- glomerular.

A investigação da hematúria requer anamnese e exame físico bem detalhados, associados a exames laboratoriais e de imagem, evitando outros procedimentos invasivos, onerosos e muitas vezes desnecessários. Na maioria dos pacientes portadores de de glomerulonefrite, observa-se uma hematúria classicamente caracterizada pela associação de proteinúria e cilindros hemáticos. No entanto, nem todos os pacientes apresentam tais alterações e para avaliar com mais precisão a origem do sangramento, se glomerular ou não-glomerular, o exame de dismorfismo eritrocitário tem sido muito realizado.

Nosso objetivo é explanar a respeito da importância do diagnóstico de dismorfismo eritrocitário na hematúria, correlacionando-o com doenças renais glomerulares.

A análise é feita pelo sedimento urinário e permite avaliar a morfologia das hemácias, podendo ser do tipo acantócitos ou codócitos (dismórficas) ou normais (isomórficas). A microscopia por contraste de fase é considerado o melhor método para análise desse sedimento, principalmente para o estudo do dismorfismo eritrocitário, dispensando o uso de colorações especiais.

As principais causas de hematúria glomerular são: nefropatia por IgA, doença da membrana fina, glomerulonefrite membranoproliferativa, glomerulonefrite rapidamente progressiva, vasculopatia, glomerulonefrite pós- infecciosa, lúpus eritematoso sistêmico e diabetes mellitus. E as principais causas de hemorragia não-glomerular são: infecção cristalúria, nefro litíase, malignidade, hipertrofia prostática benigna, doença renal policística, coagulopatia, traço falcêmico, trauma, exercícios, má-formação arteriovenosa e trombose da veia renal.

Por isso o exame de dismorfismo eritrocitário é tão importante para ajudar no diagnóstico e tratamento correto do paciente. Devido à grande importância clínica deste exame, ele foi incluído em nosso quadro de rotina laboratorial e sendo considerado um exame de urgência.

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A importância do exame de urina

Exame de urina

A importância do exame de urina

Exame de urina

A urina é uma das principais vias de excreção do organismo, ela contém diversos resíduos e toxinas, produtos que são filtrados pelo nosso organismo. Tudo o que você come, bebe, o quanto se exercita, funcionamento dos rins, qualquer descompensação, distúrbio ou doença podem afetar a sua aparência e composição normal.

Desta forma, ao contrário do que muitas pessoas pensam, o exame de urina não é utilizado apenas para detectar uma infecção urinária, ele pode oferecer informações importantes sobre o estado fisiológico do organismo, sobre a presença e a evolução de muitas doenças sistêmicas, sobre a avaliação de certos tratamentos e sobre o estado funcional dos rins.

Por ser um exame muito fácil de ser realizado, indolor e que pode gerar muitos dados sobre o estado do paciente, o exame de urina é um dos testes mais solicitados para verificar a saúde de um paciente, considerado como um exame de rotina.

O exame de urina pode ser prescrito pelo médico como um exame de rotina (mesmo quando o paciente não apresenta sintomas) ou para confirmar a suspeita de alguma doença.

Os principais critérios são:

– Exame de rotina: rastreio anual geral, avaliação antes da cirurgia (avaliação pré-operatória), triagem de doença renal, diabetes mellitus, hipertensão arterial (pressão alta), doença hepática etc.

– Avaliação de sintomas: dor abdominal, micção dolorosa, dor no flanco, febre, sangue na urina ou outros sintomas urinários.

– Diagnóstico de condições médicas: infecção do trato urinário, infecção renal, cálculos renais, diabetes descontrolada, insuficiência renal, proteína na urina, rastreio de drogas e inflamação renal.

– Monitoramento de progressão de doenças e resposta à terapia: doença renal relacionada ao diabetes, insuficiência renal, doença renal relacionada à pressão arterial, infecção renal etc.

Existem 3 tipos de exames de urina:

1) EAS – Urina Rotina 

Também chamado de urina tipo I ou parcial de urina, é o exame mais simples e básico. Analisa aspectos físicos, químicos e componentes do sedimento urinário como:

  • PH: avalia a capacidade dos rins de secretar ou reabsorver ácidos e bases, também podem indicar a presença de cálculos renais e microrganismos;
  • Densidade: avalia a concentração de substâncias sólidas na urina. Uma densidade baixa, pode representar uso excessivo de líquido, diabetes e hipertensão. Já alta pode ser indicativo de desidratação, insuficiência cardíaca e outros;
  • Glicose: detecção e monitoramento de diabetes;
  • Bilirrubina: característico de doenças hepáticas e biliares;
  • Urobilinogênio: indicativo de danos hepáticos e distúrbios hemolíticos;
  • Proteínas: pode estar relacionada a doenças do trato urinário e renal;
  • Corpos cetônicos: produtos da metabolização de gorduras, comum em pacientes diabéticos, dietas e jejum prolongados;
  • Nitrito: pode indicar infecção bacteriana nos rins ou no trato urinário;
  • Leucócitos: pode indicar doença do trato urinário ou inflamação renal;
  • Células epiteliais: dependendo do tipo podem estar relacionadas a problemas renais graves como síndrome nefrótica;
  • Cristais: alguns são normais devido a alimentação e tempo de guarda da urina, outros são indicativos de cálculos renais;
  • Microrganismos: indicativos de infecções bacterianas, fúngicas ou parasitárias;
  • Sangue (hemoglobina e hemácias): pode indicar hemorragia no sistema urinário e caracterizar certas patologias como infecções, pedras nos rins e doenças renais mais graves.

Para a diagnosticar a origem da hematúria, se glomerular ou não, recomenda-se realizar o exame de dismorfismo eritrocitário, exame realizado no laboratório Santa Cecília em microscópio de contraste de fase, considerado padrão ouro para realização deste exame.

2) Urina 24 horas 

Esta é a análise de alguns parâmetros de toda urina excretada no período de 24 horas. 

A avaliação de algum hormônio, um mineral ou outro composto pode ser um importante indicativo clínico na prática médica.

A depuração, também chamada clearance da creatinina, é uma verificação da capacidade que os rins têm de filtrar o sangue.  

3) Urocultura 

É o exame que detecta e identifica a presença de bactérias no trato urinário.   

Os rins e a bexiga são ambientes estéreis, onde normalmente não há bactérias, portanto, a urocultura pode indicar a presença delas. Neste exame, a urina é inoculada em meio de cultura. Em 24 a 48 horas, a maior parte das bactérias causadoras de infecções urinárias se desenvolvem, formando colônias.   

Além disso, também podem ser feitos os testes de sensibilidade a antibióticos, para auxiliar o médico na escolha dos medicamentos específicos que devem ser utilizados. 

O exame de urina pode ser prescrito como exame de rotina ou para confirmar a suspeita de alguma doença. É fundamental para os idosos, pois o risco de desenvolver doenças renais aumenta com a idade. 

 

Vale reforçar que em relação a coleta, a SBPC/ML (Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial), afirma que a primeira amostra da manhã é ideal para o exame de urina de rotina, por ser mais concentrada, garantindo assim a detecção de substâncias químicas e elementos presentes na urina.  A região urogenital deve estar limpa, sendo realizada assepsia do local e o primeiro jato de urina deve ser desprezado (eliminando as impurezas que possam estar na uretra, canal urinário que traz a urina da bexiga).  Coletar urina do jato médio até cerca de 1/3 ou metade da capacidade do frasco. Desprezar o restante de urina no vaso sanitário.

Fique atento: O resultado seguro depende diretamente da qualidade e confiabilidade da coleta da amostra.

Em caso de dúvida entre em contato com o laboratório.

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Doença de Alzheimer

Doença de Alzheimer

Doença de Alzheimer

Doença de Alzheimer

O que é Doença de Alzheimer?

É um transtorno neurodegenerativo progressivo que se manifesta pela perda progressiva das capacidades cognitivas, ocasionando uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e alterações comportamentais, relacionados a falta de memória, confusão e dificuldade de se orientar no espaço, comprometendo progressivamente as atividades da vida diária.  

A Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência neurodegenerativa em idosos, sendo responsável por mais da metade dos casos de demência nessa população.

A condição não tem cura, mas o diagnóstico e o tratamento precoces retardam o avanço da doença.

Embora o Alzheimer seja mais comum em idosos, a doença também pode acometer adultos. Quando isso acontece, ela é denominada de Alzheimer precoce.

O Alzheimer precoce é raro, acometendo menos de 10% de todos os indivíduos com a doença, sendo mais comum o aparecimento em indivíduos a partir dos 50 anos, mas também pode acometer pessoas com 30 anos, salvo raríssimas exceções de pacientes ainda mais jovens.

Pela questão da idade, a condição é mais difícil de diagnosticar, visto que muitos sintomas se confundem com transtornos psiquiátricos. Por isso, estar bem informado é fundamental para o reconhecimento dessa enfermidade, algo vital para frear a progressão dos sintomas.

Por que o Alzheimer acontece?

O mal de Alzheimer, seja precoce ou tardio, ocorre devido ao acúmulo de certas proteínas (proteínas beta-amiloide e tau) no cérebro que interferem na comunicação entre os neurônios, prejudicando as funções cerebrais, enfraquecendo as sinapses e levando à gradativa atrofia do cérebro.

Os sintomas variam. Tudo depende da região onde essas placas de proteínas se acumulam.

As causas para o acúmulo de proteínas no cérebro ainda não são totalmente conhecidas. Apesar disso, sabe-se que a genética é um fator preponderante no Alzheimer precoce. Mutações no gene APP, PSEN1 e PSEN2, as quais podem ser transmitidas hereditariamente, estão associadas à doença. Dessa forma, é maior a chance de desenvolver o Alzheimer em pessoas com parentes que sofrem da enfermidade.

Além disso, o estilo de vida também impacta na manifestação e evolução dos sintomas. Pessoas com maiores estímulos cognitivos têm menos riscos de ter a doença, afinal, esses pacientes possuem uma neuroplasticidade (capacidade de adaptação cerebral) maior.

Fatores como obesidade, sedentarismo, hipertensão, tabagismo, deficiência nutricional, diabetes, dislipidemia (excesso de gordura no sangue), depressão, cansaço mental recorrente, traumatismo craniano e isolamento social estão associados a um risco maior de desenvolvimento do Alzheimer,   

Como prevenir o Alzheimer?

Manter uma mente ativa e ter hábitos de vida saudáveis é muito importante para evitar ou retardar o Alzheimer. Entre as principais maneiras de se prevenir da doença, podemos citar:

  • Manter uma rotina de exercícios físicos.
  • Estimular a mente com estudos (instrumento musical ou idiomas, por exemplo) e jogos intelectuais, como Sudoku, palavras-cruzadas, etc.
  • Controlar os níveis de colesterol e pressão alta.
  • Manter o peso corporal em padrões saudáveis.
  • Prezar pela alimentação saudável.
  • Manter bons níveis de vitamina no corpo, em especial, a vitamina D.

É sempre bom lembrar que esses e outros bons hábitos são fundamentais para a qualidade de vida, envelhecimento saudável e prevenção de diversas doenças.

Como diagnosticar a doença?

O diagnóstico do Alzheimer é realizado, primeiramente, com análise clínica. O neurologista verifica os sintomas do paciente, histórico familiar de doenças e realiza alguns testes de memória e cognição em casos em que há suspeita. Em seguida, exames clínicos, laboratoriais e de imagem podem ser feitos para dar insumos ao diagnóstico.

A investigação, muitas vezes, começa pelo exame de sangue, que ajuda a descartar outras condições médicas. Um exemplo disso é a deficiência em vitamina B12, que pode provocar sintomas neurológicos parecidos com o mal de Alzheimer. O procedimento também avalia a presença das proteínas beta-amiloide no sangue, um indicativo da doença.

Além disso, a tomografia computadorizada do cérebro e a ressonância magnética são essenciais para identificar, através de imagens de alta resolução, o estágio de degeneração das células nervosas. Esses procedimentos são um dos mais importantes para a confirmação do diagnóstico.

Por fim, o exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) também costuma ser realizado para identificar a presença de proteína tau no neurônio do paciente, um marcador biológico da doença. O exame consiste em uma punção lombar para coleta e análise do fluido cefalorraquidiano.

Laboratório Santa Cecília oferece uma série de exames laboratoriais que dão suporte ao diagnóstico de Alzheimer precoce e de inúmeras outras doenças.

Entre estes exames, podemos citar o exame PrecivityAD2, realizado no laboratório Fleury, um exame simples, realizado pela coleta de sangue, onde a detecção de proteínas no plasma e estabelecimento de um escore, indica a presença ou ausência de placas amiloides cerebrais, que são alterações características da doença de Alzheimer, auxiliando os médicos a diagnosticar ou descartar a condição precocemente. Este exame é realizado apenas por indicação médica em pacientes com 55 anos ou mais, que apresentam comprometimento cognitivo leve ou demência.

Como é o tratamento?

Ainda não há uma cura definitiva para o Alzheimer precoce. Contudo, há inúmeros tratamentos para minimizar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e impedir a progressão da enfermidade. As abordagens são individualizadas e multidisciplinares, uma vez que cada paciente possui diferentes sintomas da doença.

Um dos tratamentos é feito através do uso de medicamentos, os quais podem ter inúmeras finalidades.

Terapias de suporte e mudanças no estilo de vida também são muito comuns no tratamento, incluindo atividades de estímulo cerebral, exercício físico, dieta equilibrada, acompanhamento psicológico, entre outras práticas.

Nos estágios mais avançados da doença, que podem ser evitados ou atrasados com o diagnóstico e tratamento precoces, é necessário o apoio profissional e/ou de familiares para o cuidado em tempo integral do paciente. Isso inclui o auxílio na alimentação, banho, locomoção, etc.

No Brasil, centros de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) oferecem tratamento multidisciplinar integral e gratuito para pacientes com Alzheimer, além de medicamentos que ajudam a retardar a evolução dos sintomas. Os cuidados dedicados às pessoas com Alzheimer, porém, devem ocorrer em tempo integral.

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